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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Casarões do centro antigo


Olá a todos, bom antes de mais nada desculpem o sumiço, ultimamente tá meio corrido pro meu lado, enfim vamos ao que interessa. Não sei se acompanharam meus últimos posts, eu havia mencionado que possuía uma idéia para amenizar um pouco o mal estar que pode ser gerado pela iminente desapropriação! A idéia é bem simples. Eu pensei nos casarões, estas edificações estão caindo aos pedaços! Os casarões aos quais me refiro são os que estão no centro antigo da cidade, mais precisamente na Ricardo Franco, Pedro Celestino, e proximidades. A grande maioria destes casarões estão abandonados, eles foram tombados como patrimônio histórico pelo IPHAN! Na teoria é bem bacana, só que na vida real, tá meio difícil ali, recentemente um dos casarões históricos, ali bem próximo à praça da mandioca, cedeu e desabou, não foi um terremoto, ou uma enchente, antes fosse, afinal somos impotentes perante a fúria da natureza! Mas O que aconteceu foi mais triste, aquele imóvel estava numa situação triste a décadas, sem assistência alguma, definhando exposto á chuva e ao sol, sem reparos sem cuidados, abandonado ao mofo e aos cupins. Dois irmãos compraram o casarão e mandaram uma proposta de reforma e reconstrução para o IPHAN, pelo que eles alegaram o órgão não aprovou a proposta e o processo burocrático fez com que as obras não iniciassem e com a temporada de chuvas o casarão foi abaixo! Na verdade o que restava do casarão! Uma coisa que foi observada enquanto eu estudava turismo é que o IPHAN não permite que haja mudanças nas casas, se estas forem reformadas deverão seguir os moldes da planta original, trata-se de uma revitalização! Só que este tipo de obra é caro, e não há participação monetária do governo na revitalização destes casarões! O que é triste, pois assim a sociedade esta fadada a assistir um por um destes monumentos tombando, mas não como patrimônios históricos e sim como escombros e ruínas comidos pelo tempo! Como os proprietários destes imóveis não recebem autorização para reformarem a sua maneira, e como não há participação do governo, para que estes imóveis atendam as expectativas do IPHAN os proprietários deixam os imóveis abandonados as traças, algumas vezes sabotam, para que estas edificações finalmente venham ao chão e liberem o terreno para que uma nova obra seja construída ali! É o famoso jeitinho brasileiro. Não podemos criticar estes proprietários ou a burocracia governamental, como indivíduos participativos da sociedade devemos pensar numa maneira de acabar a burocracia e ao mesmo tempo de manter em pé um monumento de tamanha importância histórica.  A Copa do mundo pode ser esta oportunidade que esperamos para resolver a situação, a minha idéia é a seguinte. Acho que o governo deve catalogar todos os casarões abandonados, uma vez feito isso é necessário que se localize todos os responsáveis pelos imóveis em questão! E a partir daí uma parceria, O governo pode optar por, reformar ou auxiliar com custos de reforma em todos estes imóveis. Com uma condição, utilizar estes imóveis como galerias comerciais, onde poderão ser instaladas lojas, as lojas em questão podem ser as que serão afetadas pela desapropriação, claro não poderá haver espaço físico para todas, algo interessante a ser feito é ceder espaço aos comerciantes que estejam com seus tributos atualizados ou em situação menos precária, caso o numero de beneficiários exceda o numero de salas disponíveis, pode ser feito um sorteio. Tal ação iria com certeza gerar um grande avanço social, pois o governo revitalizaria os casarões do centro, uma ação social  pode ser feita no beco do candieiro, investindo naqueles casas também com reformas, e talvez ações conjuntas para minimizar a prostituição e consumo de drogas na área, devolvendo assim o centro à sociedade cuiabana! Os  donos de imóveis podem receber os alugueis referentes aos seus imóveis do próprio governo ou dos comerciantes locados nas galerias!  A população seria presenteada com seus patrimônios históricos revitalizados e agora como pontos de geração de produtos e claro de empregos! Muitos comerciantes não teriam uma mudança drástica no endereço de seus antigos pontos sendo assim mantidos no centro! Tal proposta com certeza agradaria a todos de certa maneira, claro que deve haver mais estudo, os custos não serão baixos, mas é uma idéia a ser considerada já que a desapropriação e todos os outros 27 projetos terão um custo elevado, com certeza o custo pode ser considerado já que a importância de se manter revitalizados e operantes atrativos turísticos de importância histórica é uma ótima opção para atender aos futuros turistas e a sociedade nativa, e ao mesmo tempo pode ser uma boa ação estratégica para a questão da desapropriação! Abraço queridos!

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